Das pessoas que passam pela nossa vida, as mais difíceis de esquecer não são as que amamos profundamente, mas as que quase ficaram.
Aquelas que entraram no momento certo, mas saíram antes do tempo.
Aquelas que prometeram possibilidade, não continuidade.
O “quase” carrega uma força estranha.Ele nos prende ao que poderia ter acontecido, não ao que realmente aconteceu.Por isso, dói mais.Por isso, volta mais vezes.
O que quase se realiza permanece em suspensão dentro de nós.E esse movimento interior tenta, a todo instante, reorganizar o que ficou sem desfecho.
Com o tempo, entendemos que nem tudo que começa precisa terminar.E que nem tudo que parte merece retorno.
O essencial em poucas linhas
O “quase” marca porque não se resolve.
E aquilo que não se resolve encontra sempre um jeito de voltar.