O Sistema de Seleção Unificada continua sendo a principal porta de entrada para milhares de estudantes que sonham com uma vaga nas universidades públicas brasileiras. A cada início de ano, cresce a expectativa sobre as regras, prazos e mudanças que podem influenciar a concorrência. Em 2026, o Sisu segue com a mesma base estrutural, mas traz ajustes importantes e uma dinâmica de disputa cada vez mais estratégica.
O Sisu funciona de maneira simples na superfície, mas profundamente calculada nos bastidores. Ele utiliza exclusivamente as notas do ENEM do ano anterior para classificar candidatos em cursos de universidades federais e estaduais. Quando o estudante se inscreve, ele escolhe duas opções de curso e acompanha diariamente a nota de corte provisória que indica a pontuação mínima para se manter competitivo naquele momento.
Essa nota de corte não é fixa; ela muda ao longo do período de inscrição conforme milhares de candidatos entram e saem dos cursos. É justamente essa movimentação que transforma o Sisu numa espécie de jogo de xadrez acadêmico. O candidato que acompanha a evolução das notas com atenção aumenta suas chances, enquanto quem deixa para tomar decisões apenas no último dia corre maior risco de ser surpreendido.
Para 2026, espera-se um sistema mais estável e com divulgação mais clara dos dados de concorrência. O MEC sinalizou que pretende reforçar a transparência do processo, o que inclui a possibilidade de informar com mais precisão a quantidade de inscritos por curso, algo que ajuda o estudante a entender a pressão da disputa. Quanto mais dados disponíveis, maiores as chances de escolher estratégias coerentes.
Outro ponto que deve ganhar destaque é o impacto das mudanças no ENEM. Caso haja alteração no peso das áreas ou no formato de correção, isso influencia diretamente a nota de corte dos cursos que tradicionalmente exigem desempenho elevado. Áreas como Medicina, Direito e Engenharia seguem com as maiores médias, mas ajustes pequenos podem fazer a diferença na reta final.
O Sisu também continua operando com políticas de ação afirmativa. Cotas sociais, raciais e para escolas públicas permanecem como pilares da distribuição de vagas. Para o candidato que pretende concorrer em uma dessas modalidades, entender detalhadamente os critérios de cada universidade pode determinar o sucesso ou a frustração na seleção.
Outro aspecto importante é o sistema de matrícula. Após a chamada regular, o candidato precisa ficar atento à lista de espera, que costuma abrir portas inesperadas. Milhares de pessoas desistem, migram para outras opções ou passam em vestibulares próprios das universidades. Quem mantém a persistência pode receber a tão esperada convocação semanas após o fim do processo inicial.
Em síntese, o Sisu 2026 reforça uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos. Mais do que apenas uma seleção nacional, ele se tornou um ambiente de análise, estratégia e leitura de cenários. O estudante que compreende a dinâmica da nota de corte, observa os dados de concorrência e age com rapidez se coloca em posição superior na disputa.
O essencial em poucas linhas
O Sisu 2026 mantém sua estrutura clássica, mas tende a oferecer mais clareza na divulgação dos dados. O processo exige análise constante, escolhas inteligentes e atenção às mudanças no ENEM. A disputa continua acirrada, mas quem acompanha o sistema diariamente aumenta consideravelmente suas chances de conquistar a vaga desejada.