A leitura foi rebaixada à condição de entretenimento. Lê-se para relaxar, distrair-se ou “consumir histórias”, como se a literatura fosse apenas uma forma sofisticada de passatempo.
Ler bem, no entanto, é uma atividade intelectual exigente. Requer atenção prolongada, sensibilidade para nuances e disposição para acompanhar conflitos humanos complexos.
A literatura forma o juízo porque apresenta situações morais concretas, não abstrações. Ela ensina a perceber intenções, consequências e ambiguidades que nenhuma teoria substitui.
O erro comum é confundir quantidade de leitura com formação intelectual. Ler muito não garante compreender melhor. Sem critério, a leitura vira dispersão ilustrada.
O critério correto é a leitura profunda de obras densas. Poucos livros bons, lidos com atenção, formam mais o juízo do que dezenas de leituras superficiais.
As implicações disso aparecem na vida prática. Quem lê bem julga melhor pessoas, discursos e situações. Quem não lê ,ou lê mal, confunde emoção com verdade.
Por isso, a literatura clássica sempre foi central na formação intelectual. Ela educa a sensibilidade sem dissolver a responsabilidade moral.
O principal em poucas linhas:
A boa leitura não distrai: forma o juízo e treina a inteligência para a vida real.